segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dudalina

Analisando a reportagem sobre os maiores arrecadores de ICMS de Blumenau, cabe destacar a Dudalina. Em 2010, encerrou o ano em quinto lugar, o que é uma grande evolução em relação a 1979.

A empresa, que sempre foi sinônimo de qualidade, cada vez mais vem agregando valor aos seus produtos e, no ano passado, lançou com muito sucesso a linha de camisas voltado ao público feminino.

Comenta-se, que os resultados do ano passado são extremamente positivos, sendo que os números vão elevar bastante o valor de mercado da empresa.

As empresas mais importantes

Das empresas com sede em Blumenau, a Cia Hering é a que mais contribui com o retorno de ICMS para a cidade. A empresa têxtil encabeça a lista preparada pela Secretaria Municipal da Fazenda com base na Declaração de Movimento Econômico de 2010, documento que leva em conta notas fiscais de entrada e saída. Das 10 que mais geraram riquezas para o município, sete são do setor têxtil e quatro já apareciam na mesma listagem em 1979, resgatada pelo meu blog esta semana (www.santa.com.br/pancho), em reportagem publicada no Santa há 31 anos. Compare as listagens.

1979

1 - Cia Hering
2 - Souza Cruz
3 - Artex
4 - Teka
5 - Cremer
6 - Companhia Jensen
7 - Tabacos Brasileiros
8 - Sul Fabril
9 - Omino Hering
10 - Karsten

2010

1 - Cia Hering
2 - Weg
3 - Karsten
4 - Rigesa
5 - Dudalina
6 - Cremer
7 - Electro Aço Altona
8 - Coteminas
9 - Altenburg
10 - Mercosul Comercial e Industrial

A notícia foi publicada na coluna Mercado Aberto, do Jornal de Santa Catarina.

Crise ameaça centenárias de Brusque

Alta do algodão e concorrência asiática abalam as finanças de três empresas

Ao pensar nos planos que tinha para o fim do ano, Valentim Tamasia fica inquieto. As mãos suam. O objetivo era claro: pedir demissão quando completasse 50 anos de vida, seis de aposentadoria e 33 de empresa. O apego à firma que lhe deu o primeiro emprego, onde formou família e fez amigos, havia feito com que Tamasia adiasse várias vezes o plano. Mas perto de completar meio século de vida, o coordenador de tecelagem estava resolvido a deixar a empresa. Os planos foram interrompidos. A Companhia Industrial Schlösser dispensou os 450 funcionários no início do mês, quando completou 100 anos, e paralisou a produção.

A situação expõe as dificuldades que vivem três das maiores empresas têxteis de Brusque. Buettner e Tecidos Carlos Renaux também têm problemas. Os administradores têm parcelado salários dos funcionários e fechado setores para manter o fluxo de caixa. A falta de inovação na gestão, a concorrência com produtos asiáticos e a alta no preço do algodão são apontados pelos próprios empresários como alguns dos principais responsáveis pela situação. Todas centenárias, as três empresas são parte da história de Santa Catarina.

Por enquanto, Tamasia e os outros funcionários estão em casa, de licença remunerada. Esperam a decisão sobre o futuro da Schlösser. Sexta-feira, uma reunião entre os acionistas deve optar pela autofalência – fechamento total e demissão dos funcionários – ou recuperação judicial – quando a empresa continua em atividade por meio de um comitê de credores. A decisão será adiada se não houver quórum na reunião.

Por enquanto, Tamasia mantém no sótão de casa os materiais de escritório, agenda e crachá que usava no trabalho. A cada toque do telefone, espera que seja o aviso para voltar ao batente, com os objetos debaixo do braço:

– Parece mentira. Acho que a qualquer momento vão pedir para voltarmos. A gente trabalhava num clima de família.

O diretor executivo de Relações com Investidores da Schlösser, João Beckhauser, afirma que a alta do preço do algodão relacionada a outros fatores – entre eles problemas de gestão – culminaram na paralisação da empresa. Os funcionários ainda não receberam o salário de dezembro e o 13º. O pagamento de janeiro não tem previsão para sair. A situação financeira da empresa está sob sigilo.

De acordo com o Sindicato de Mestres e Contra-Mestres de Brusque, alguns funcionários já buscam outro emprego.

A matéria foi publicada no Jornal de Santa Catarina deste final de semana.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Plano de prevenção de desastres em SC não sai do papel

Vejam essa matéria que saiu ontem na Folha de São Paulo: Santa Catarina vai esperar até maio para ter acesso a um projeto de prevenção de desastres no Vale do Itajaí. A execução, contudo, não será imediata.

De posse dos estudos da agência japonesa de cooperação Jica, o governo avaliará se vai executá-las, diz o secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff (DEM).
Desde novembro de 2008, quando as chuvas mataram 135 em SC, nenhum plano foi posto em prática. A criação da Secretaria de Defesa Civil e o convênio com a Jica são as primeiras ações concretas.
E as situação se agrava novamente no nosso estado. Já temos 55 municípios que decretaram situação de emergência, mais de 884 mil pessoas foram afetadas e mais de 23 mil tiveram que deixar suas casas.
Após a tragédia de 2008 pensávamos que seriam tomadas atitudes para prevenir novos desastres. Mas, o que vemos é um grande despreparo e falta de gestão desse problema.
Com informações: Folha de São Paulo. Repórter Elida Oliveira

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Centrais rejeitam proposta de Dilma para novo mínimo

As centrais sindicais rejeitam a proposta em estudo no governo de oferecer a correção da tabela do Imposto de Renda em 6,46% em troca da manutenção do salário mínimo em R$ 545. Vão tentar melhorar o valor do mínimo na negociação que será aberta oficialmente amanhã, em reunião dos representantes dos trabalhadores com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto. As duas principais centrais sindicais – CUT e Força Sindical -, embora alinhadas ao governo petista, criticaram a ideia: seria uma troca nefasta para o trabalhador e para a economia, e que veste um santo e descobre outro. Para a Força Sindical, segundo nota divulgada ontem, a negociação terá que envolver três pontos: Imposto de Renda, mínimo e aumento dos benefícios dos aposentados que ganham acima do mínimo. A CUT, também em nota divulgada em sua página oficial, manteve a defesa dos R$ 580 para o mínimo. Gilberto Carvalho recebe amanhã, no Palácio do Planalto, os dirigentes de seis centrais sindicais.


Com informações de O Globo

Algodão

A escalada no preço do algodão não para e os empresários do segmento têxtil estão extremamente preocupados, pois a alta acumulada nos últimos doze meses é de 139% (cento e trinta e nove por cento).

Empresas tradicionais já estão em colapso, como a Schlosser (Brusque) que na semana passada pediu falência e a Tecelagem São Carlos (São Carlos), que em Novembro do ano passado ingressou com pedido de recuperação judicial.

Mais preocupante do que o aumento da comoditie, é a dificuldade do setor em repassar os preços para lojistas e grandes redes. Os repasses deveriam ter ocorrido há meses, mas as indústrias ainda não conseguiram majorar os preços de acordo com suas necessidades e, por consequência, as margens que já eram pequenas passaram a ser negativas. 

Pomerode é diferente?

Sim, é bem diferente.Tem alto índice de escolaridade, preserva suas tradições, cultura, gastronomia e seus habitantes são extremamente organizados. A cidade é o expoente nacional da cultura alemã e dispõe da maior concentração de casas enxaimel existentes  fora da Alemanha.

Sua história é preservada pela mairoia dos moradores, através da participação em massa nos clubes de caça e tiro, bem como atividades culturais. Pelas ruas, comércio e bancos estão espalhadas placas em alemão e o aprendizado também é perpetuado nas escolas do município. Nos últimos anos a cidade recebeu vários títulos, entre eles o Top Turismo ADVB de Santa Catarina.

Tudo isto e muito mais vem fortalecendo Pomerode, sendo que indústrias de diversos segmentos se instalaram na cidade e as que nasceram no município, como por exemplo a Cativa, do empresário Gilmar Sprung, tem ampliado bastante seus negócios e investindo constantemente em projetos sociais.

Contudo, em virtude da demanda, todo segmento industrial tem sido prejudicado pela ausência de mão de obra. Fica a dúvida, será possível revertermos este quadro a curto prazo ou teremos que expandir nossos negócios para outras cidades. Idenpendentemente disso, Pomerode está de parabéns!!!